terça-feira, 13 de novembro de 2012

Máscaras

          Nesse mês, minha avó veio a falecer, sentirei muita falta dela. Como ela era muito pobre não havia muito a ser dividido, apenas uma casinha velha e muitos objetos sem valor. Para mim foi dado uma coleção de máscaras. Uma me chamou a atenção, era vermelha como sangue, e seus olhos, também vermelhos, pareciam vivos, quentes como brasas. Ela era de certa forma assustadora.

          Com o tempo acostumei-me com aquelas máscaras, mas em alguns dias eu podia ouvir sons vindos da sala onde eu guardava as máscaras. Em uma dessas noites, de uma súbita curiosidade, resolvi investigar esses sons. Para minha surpresa “A Olhos de Brasa” estava em chamas. Senti um forte cheiro de enxofre e algo me tocando. Era quente e áspero. Virei-me apenas vi um vulto. O que poderia ser?
          Alguns dias se passaram, não consegui dormir, sentia a presença do ser. Ainda sinto aquela  pele áspera… Não posso mais continuar assim, então chamei um especialista. Ele até tentou ajudar-me, mas foi em vão, a criatura havia ficado apenas mais irritada e eu com mais medo.
         Tomei uma decisão, destruirei aquela máscara. Naquela mesma noite foi o que fiz. Quebrei a máscara, triturei-a. Quando fiz isso um odor forte tomou o ambiente, pode sentir a criatura, mas estava fraca, morrendo. De repente ela apareceu na minha frente, mas em um Flash de luz, a criatura sumiu apenas sobrou o eco de dor da criatura, daquele ser escuro e rude.
        Voltei para casa, em cima da cama estava àquela maldita máscara, mas como, se eu a destruí… Senti uma pontada, era a criatura, senti minha vida esvaindo-se, acordei no hospital. Algumas semanas depois, assustado, resolvi fazer um exorcismo por conta própria, mas apenas deixei a criatura mais nervosa, agora ela esta atrás de mim. Por isso escrevi esse texto, para que se lembre de mim. Afinal a faca da criatura já esta entrando no meu peito...